FRIEDRICH
WILHELM NIETZSCHE (1844-1900)
Adaptado da internet por: Claudio Fernando Ramos, 08/10/2017. Cacau ":¬)
VÍDEO AULA: https://www.youtube.com/watch?v=raA9EPvRcR8
UMA EXPLICAÇÃO QUALQUER É PREFERÍVEL
À FALTA DE EXPLICAÇÃO
- Reduzir uma coisa desconhecida a outra conhecida alivia,
tranquiliza e satisfaz o espírito, dando-nos, um sentimento de poder.
·
O desconhecido leva consigo o perigo, a inquietude,
o cuidado; o instinto primário dirige-se a eliminar estes estados penosos.
·
A primeira representação, em virtude da qual o
desconhecido se declara conhecido dos nossos instintos, tende a suprimir essa
situação penosa.
·
Uma explicação qualquer é preferível à falta de
explicação.
·
Como, na realidade, trata-se apenas de se livrar de
representações angustiantes, nos faz tão bem que se tem por verdadeira.
·
Não se busca somente descobrir uma explicação da
causa, mas sim se elege e se prefere uma classe particular de explicações,
aquela que dissipa mais rapidamente e em maior número de casos a impressão do
estranho, do novo, do imprevisto, isto é, são preferidas as explicações mais
comuns.
O FILÓLOGO
- Filólogo é o estudioso da filologia, que é o estudo de uma língua em todos os seus aspectos.
Não será trabalhado aqui nenhum motivo transcendente, nenhum Deus que veio a revelar ao homem princípios para controlar o modo agir, mas sim investigará como surgiu entre os povos o juízo bom e mau.
- Filólogo de formação, Nietzsche aprofunda-se no estudo da palavra bom e, consequentemente, da palavra mau.
· Genealogia da Moral - detecta alguns pontos das origens dos valores e sentimentos morais.
- O livro se divide em algumas dissertações que tratam respectivamente
da origem:
·
Dos conceitos bom e mau;
·
Da culpa;
·
Má consciência e coisas afins;
· O valor do ideal ascético.
- Nietzsche ressalta a inversão sofrida por tais valores pelas
influências que se prendem com força.
·
A obra gira em torno da questão do valor: o que é o
bom?
· O gênio provocativo de Nietzsche traz um texto com certo teor de sarcasmo.
TESES
- Todos os temas divinos:
· razão, sociedade, culpa, justiça, são vistos não em relação a revelações divinas, mas sim enquanto produto da crueldade humana.
- Em Genealogia da Moral Nietzsche desenvolve a ideia já
apresentada em:
·
Humano, Demasiado Humano;
· Para além do Bem e do Mal.
- Existe uma dupla origem para nossos juízos de valor, resultante de
duas formas distintas de avaliar a vida:
·
A moral dos senhores;
·
A moral dos escravos.
A MORAL DOS SENHORES
- Afirma a vida;
·
Elabora seu conceito bom, a partir de si mesma.
·
Eu sou bom, eu sou belo, eu sou forte.
· Cria o conceito ruim para tudo aquilo que é baixo, vulgar, plebeu.
A MORAL DOS ESCRAVOS
- Nasce do ressentimento;
·
É sempre uma reação ao que lhe vem de fora.
· Seu conceito original é mal, para designar todo não-eu e com uma lógica surpreendente infere: ele é mal, logo eu sou bom.
JUDAÍSMO/CRISTÃO: O DOMÍNIO DOS FRACOS
- Nasce a consciência, a sociedade e a linguagem entre as tribos primitivas a partir da crueldade humana.
A JUSTIÇA COMO VONTADE DOS MAIS FORTES
- A justiça surge como acordo entre os fortes que impõe sua vontade aos
mais fracos.
DOS INSTINTOS REPRIMIDOS À CULPA
- A origem da má consciência encontra-se nos instintos reprimidos.
·
Instintos que não podem se exteriorizar e então se
voltam para dentro, contra o homem mesmo que os possui.
· Uma vez interiorizados os instintos reprimidos tornam-se corresponsáveis pela noção de dívida.
- Além dos instintos a noção de dívida conta com a malfadada relação
credor/devedor, que só faz aumentar, nos que se sentem endividados.
· o sentimento de culpa.
O IDEAL ASCÉTICO: É MELHOR O NADA DO QUE COISA NENHUMA
- Quanto mais doente melhor.
· Nietzsche diserta sobre a psicologia dos sacerdotes, sua forma de dominar e o adoecimento do animal homem para garantia de seu poder.
PODER SEM CONCORRÊNCIA
- Quanto ao poder do ideal ascético sobre nós a resposta é que esse
poder não tem antagonistas.
· É a única explicação, a única fonte de sentido para o homem até hoje.
- Viver: um erro a ser evitado
· O sentido da vida é dado como se a vida fosse um erro o qual devemos evitar.
- A vida apenas como uma passagem
· O ideal ascético trata a vida como uma ponte para outra vida.
CARÊNCIA: A MAIOR DAS MISÉRIAS
- Por ser o único sentido até hoje, e o homem ser um animal carente de
sentido.
· o homem preferirá querer o nada a nada querer.
CONCLUSÃO
- Em sua Genealogia da Moral, Nietzsche afirma que o indivíduo
soberano deve livrar-se da moralidade dos costumes e da camisa de força social.
·
Esse indivíduo é único e diferente dos outros: é
forte.
·
Este soberano move-se segundo seu instinto e sua
Natureza é o oposto da consciência, pois esta tenta reprimir seus princípios
fisiológicos.
·
O soberano somente se livra de tais grilhões
destruindo sua “memória”, memória esta que o homem utiliza de sacrifícios e
sangue para manter.
·
A liberdade somente é alcançada mediante o
esquecimento e somente assim a ética pode ser fundada, neste esquecimento dos
conceitos morais.
·
A moral vigente está fundada num conhecimento de
si, “sabe-se” o que é o Bem e aplicam-no a todos indiscriminadamente, dotando-o
de universalidade.
·
Nietzsche repudia esta moral e conclama uma ética
fundada no cuidado de si, onde o indivíduo, e somente ele, sabe o que é Bom,
criando desta forma seus valores; rejeita-se a ideia de Bem e Mal e instaura-se
o Bom e Ruim.
· O bom e o ruim não mais como ideia universal, mas como ação, pois o homem não precisa saber, precisa agir.
“Ó! HOMEM! EXCITA O CÉREBRO!”
- É somente pelo corpo que se pode fazer esta afirmação, pois é ele a
grande razão da existência.
·
Nietzsche inaugura uma nova dimensão da existência,
definida por ele como imoral.
·
Essa existência torna-se sinônimo de existência
autêntica; a existência imoral funda-se no não conhecer.
·
Em seu Crepúsculo dos Ídolos, Nietzsche entende por
ídolos tudo o que até então era considerado verdade, não só do pensamento
metafísico, como também do pensamento moderno.
·
A história da metafísica seria a história de um
erro...
· Nietzsche define o Cristianismo como um platonismo para o povo.
AMORTE DE DEUS
- A morte de Deus, anunciada por Zaratustra, significa, precisamente, a
morte do deus da metafísica.
·
daquele deus que é apreendido graças aos conceitos,
que seriam teias que envolvem a face de Deus.
·
Nietzsche não mata Deus, somente limita-se a
constatar sua ausência em seu tempo, em parte por responsabilidade da
metafísica.
- Dizer que o homem é um animal racional é insuficiente.
·
Deve-se dizer que o homem é aquele que supera a
dimensão abstrata do conhecimento.
· Neste ato de superação, revela-se a autenticidade do homem como “super-homem” (Übermensch).
- O apolíneo e o dionisíaco
·
O Apolíneo e o Dionisíaco, a ordem e o prazer.
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