segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

A MAIOR CARICATURA (CARNAVAL)

 A MAIOR CARICATURA

(CARNAVAL)

Por: Claudio Ramos, C@cau “:¬)09/02/2026

Alguém disse que “O carnaval é a maior caricatura, na folia o povo esquece a amargura” (Salgueiro 1983). Entusiasta que somos da cultura dos povos e das suas inúmeras manifestações populares, nesse momento carnavalesco, também compartilhamos do entusiasmo das pessoas: vamos brincar o carnaval! No entanto, somos um tanto quanto reticentes no que diz respeito ao envolvimento integral nessa felicidade desvairada e programada. Virar a tristeza pelo averso, como diz a letra do samba, é desejável; mas, acreditamos que postergar, esquecer e abandonar a realidade pela fantasia do momento, quase nunca produz felicidade duradoura (embora possa oferecer prazeres pontuais). Com os seus “Traços e Troças” (nome da letra do Samba Enredo), o Salgueiro, assim como tantos outros artistas da música, acreditavam poder influenciar e mudar o país na década de oitenta (ver o Pop Rock nacional); porém, passados mais de quarenta carnavais, ainda estamos aqui, acreditando em uma mudança que nunca chega (“a arte de viver da fé, só não se sabe fé em quê” - Paralamas). Se, décadas depois, as mudanças estruturante ainda não chegaram, o mesmo já não se pode dizes das inúmeras quartas de cinzas (lúcidas, pacientes e resilientes), elas sempre nos encontram; não adianta tentar fugir. Elas nos encontram assim como as dívidas de janeiro, momento de ajustes, após os festejos de fim de ano. Nesse encontro, nada desejável, elas (as quartas de cinzas) nos devolvem toda dura realidade que durante alguns dias buscamos “deixar para lá”, “não fazer questão”, “ser de boas”, “jogar para o universo”, “good vibe” etc. Talvez, nesse carnaval (2026), ao invés de uma tristeza que só queira se divertir, tenhamos que convencer a nossa tristeza de que, além do desejo pela diversão, ela também precisa se apaixonar pela reflexão!

FELIZ CARNAVAL!!! C@CAU “:¬)   

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

IDEALISMO ALEMÃO (Fichte, Schelling e Hegel)

 IDEALISMO ALEMÃO

(Fichte, Schelling e Hegel)

Por: Claudio Ramos, a partir de livros e da net. C@cau”:¬)02/02/2026 

O mundo que percebemos existe por si só ou depende da forma como a mente organiza essa percepção?

VÍDEO AULA: https://www.youtube.com/watch?v=sx3bScyT0C0

INTRODUÇÃO

- Período.

·         Entre o final do século XVIII e meados do século XIX.

- O idealismo alemão surgiu como resposta ao pensamento kantiano.

·         Incorporando influências do Romantismo alemão e de filósofos racionalistas modernos (Descartes, Espinosa etc.).

- Principais temas.

·         A relação entre conhecimento e ontologia.

·         A construção de sistemas filosóficos.

·         O uso da dialética e a concepção do absoluto como fundamento da realidade.

·         Buscou articular a relação entre pensamento e mundo.

- Influências.

·         Impactou o marxismo, a fenomenologia, o existencialismo e a Teoria Crítica.

TESE

- No final do século XVIII e início do XIX, filósofos alemães, influenciados por Immanuel Kant (1724-1804), investigaram a relação entre consciência e realidade.

·         Esse movimento ficou conhecido como idealismo alemão.

·         Defendia que a realidade é moldada pela maneira como a mente humana percebe e organiza o mundo.

PENSADORES

- Os principais representantes dessa corrente foram:

·         Johann Gottlieb Fichte (1762–1814).

·         Friedrich Wilhelm Joseph Schelling (1775–1854).

·         Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770–1831).

FUNDAMENTOS

- Idealismo é uma corrente filosófica presente desde a Antiguidade (Platão, Descartes).

·         Designa teorias que atribuem primazia à ideia de estrutura da realidade.

- O idealismo alemão parte da teoria kantiana do conhecimento, debatendo seus pressupostos e suas consequências.

·         Eles transferem as ideias de algo objetivo e externo ao sujeito para algo subjetivo e interno à consciência do sujeito.

·         O dualismo entre sujeito e objeto/pensamento e mundo deve ser revisto.

·         O pensamento não é um meio limitado de acesso à realidade.

·         Há uma relação fundamental entre o pensamento e o ser.

EPISTEMOÇOGIA

- A epistemologia (teoria do conhecimento) e a ontologia (teoria do ser) estão intimamente conectadas.

·         A estrutura do pensamento e das ideias refletem a estrutura da realidade.

- O idealismo alemão desenvolveu sistemas filosóficos abrangentes.

·         Buscaram articular diferentes áreas do saber de forma coerente.

·         Conceitos como o “absoluto” desempenha um papel central nessa tradição filosófica.

RELAÇÃO COM O ROMANTISMO

Os românticos buscavam integrar espontaneidade, sentimento e reflexão individual tanto na arte quanto na Filosofia.

- Uma das questões centrais do idealismo alemão relaciona-se com a indagação de como conciliar o ser humano com a natureza.

·          O domínio da razão (racionalismo), essa perspectiva epistemológica teve uma influência cultural que ultrapassou os limites do Idealismo, reverberando no Romantismo.

- O Romantismo foi um movimento cultural intelectual que surgiu no final do século XVIII.

·         O movimento se caracterizou pela valorização e idealização da natureza e da experiência humana individual.

·         O movimento contrastava com o desenvolvimento das sociedades ocidentais.

·         O isolamento do indivíduo passou a ser visto como um caminho para a construção de si por meio da subjetividade.

- O idealismo e o Romantismo se desenvolveram em diálogo com aspectos do Iluminismo (Kant).

·        Não rejeitaram a razão, mas buscaram redirecionar a crítica filosófica para outras faculdades humanas, como a imaginação, a intuição e o sentimento.

·        Entendia que era fundamental refletir sobre o estranhamento e o desconforto causados pelas grandes revoluções políticas, sociais e científicas da época.

 

- Em resposta ao “desencantamento do mundo” - o idealismo e o Romantismo buscaram valorizar o encantamento da arte.

·        Enfatizaram elementos como o mistério, o sublime e a magia, que escapam aos limites da razão pura.

JOHANN GOTTLIEB FICHTE (1762-1814)

(A doutrina da ciência)

A autoconsciência se refere ao momento em que sujeito e objeto permanecem idênticos, sem qualquer diferenciação entre si. Posteriormente ocorre a separação, marcada pela criação da representação do objeto, que passa a ser não idêntico ao sujeito.

(Fichte) 

- Pioneirismo.

·         Fichte foi um dos primeiros filósofos a se autodenominar idealista.

·         Obra: Fundamentos de toda a doutrina da ciência, vol. 1 (1794) e vol. 2 (1795).

·         Formulou um sistema filosófico baseado na noção de autoconsciência.

·         Assim como Descartes, Fichte buscava um princípio fundamental para o conhecimento.

·         Acreditava que esse princípio só poderia ser apresentado na forma de um sistema.

·         Sistema: um conjunto de conceitos interligados e organizados de maneira lógica.

·         Fichte acreditava que a lógica não era um fundamento independente, mas condicionado pelo próprio sistema filosófico.

 

- A dialética do “Eu”.

·         Fichte sustentava que o “eu” era fundamento do conhecimento, pois considerava sua existência uma certeza implícita desde os argumentos de Descartes.

·         Ao refletir sobre si, o “eu” se desdobra em sujeito e objeto e se define mais pelo que nega do que pelo que afirma.

Ex. - Conhecemos os limites da mão ao tocar objetos e percebê-los como distintos dela, uma vez que a mão se sente como não objeto.

·         Assim, todo objeto é um não eu, e a realidade se constitui dessa oposição.

- Intersubjetividade

·         Intersubjetividade, relação mútua entre sujeitos, na qual o significado é construído coletivamente.

·         Em Filosofia, refere-se à experiência compartilhada que permite a compreensão e a construção do mundo social.

·         A ação precede a teoria; é necessário agir para conhecer e só depois refletir.

·         É essencial o reconhecimento entre as consciências, agir em relação ao outro é diferente de agir sozinho.

·         A intersubjetividade surge quando as subjetividades se constituem mutuamente.

·         Isso permite ao sujeito compreender sua liberdade em relação ao não eu por meio da interação com outras consciências.

FRIEDRICH WILHELM JOSEPH VON SCHELLING (1775-1854)

(A filosofia do absoluto)

Não há apenas uma relação de correspondência entre pensamento e vida, mas uma identidade essencial, na qual o pensamento é vida.

(Schelling) 

- Schelling desenvolveu sua filosofia em diálogo com Fichte.

·         Obra: Ideias para uma Filosofia da natureza (1797).

·         Incorporou e reformulou conceitos do Idealismo.

·         Compatibilizou o pensamento de Espinosa com as teorias idealistas sobre o sujeito e a liberdade.

·         Analisou as implicações do dualismo e das tentativas de superá-lo, ora enfatizando o sujeito, ora o objeto.

- Relação homem/natureza

·         Defendeu que a natureza pode ser compreendida como independente da subjetividade.

·         Sugeriu um vínculo entre o sistema da natureza e o da mente humana.

- O absoluto: intuição intelectual

O absoluto é a unidade entre sujeito e objeto, que integra o particular e o universal em uma totalidade. Ele é, ao mesmo tempo, o fundamento de tudo o que existe e o sentido final para onde tudo converge.

·         O conceito central da filosofia de Schelling é o absoluto.

·         O absoluto é uma unidade que não pode ser demonstrada por meios lógicos, mas apenas reconhecida por uma forma específica de experiência direta e imediata (intuição intelectual).

·         Se o pensamento e o pensado são idênticos, a realidade construída pela consciência não seria apenas uma representação da realidade, mas a estrutura da própria existência.

·         O pensamento não somente expressa necessária e originariamente as leis de nosso espírito.

·         Além de refletir as leis do espírito humano, ele as concretiza na realidade.

GEORG WILHELM FRIEDRICH HEGEL (1770-1831)

O saber, como é inicialmente – ou o espírito imediato – é algo carente-de-espírito: a consciência sensível. Para tornar-se saber autêntico, ou produzir o elemento da ciência que é seu conceito puro, o saber tem de se esfalfar através de um longo caminho.

(Hegel) 

- Hegel foi um dos pensadores mais influentes da modernidade europeia.

·         Obra: Fenomenologia do espírito (1807), Ciência da lógica (1812).

·         Para ele, a Filosofia deveria se fundamentar em um princípio único.

·         Considerava o absoluto como a totalidade do real que se manifesta dialeticamente.

·         Rejeitou a ideia de intuição intelectual (Schelling).

·         Defendeu que o conhecimento verdadeiro deve ser produzido e validado pela razão.

- Influência.

·         Seu pensamento, baseado na identificação entre ser e pensamento – na ideia de que o real é racional, influenciou diversos filósofos.

Ex. O socialismo de Karl Marx (1818-1883) e o existencialismo de Jean-Paul Sartre (1905–1980).

- Sistema hegeliano.

·         O sistema hegeliano se estrutura em conceitos como a ideia – a realidade plenamente desenvolvida pelo pensamento – e a natureza – sua contraparte material.

·         A natureza está alienada da ideia, mas ambas compartilham a estrutura do pensamento.

·         O espírito representa a tomada de consciência dessa relação.

·         Um processo de autoconhecimento que transcende a individualidade e possibilita a intersubjetividade.

FENOMENOLOGIA DO ESPÍRITO (1807)

(VIR-A-SER)

- A obra Fenomenologia do espírito introduz a filosofia hegeliana.

·         A obra mostra como a consciência evolui até se tornar espírito.

·         A fenomenologia analisa os fenômenos tal como se manifestam, retomando a noção kantiana de fenômeno.

·         Em Hegel, essa abordagem investiga a formação e a evolução do espírito.

·         Hegel adota uma estrutura narrativa inspirada nos romances de formação; histórias que mostram o amadurecimento e o autoconhecimento de um personagem ao longo da vida.

·         Hegel chama esse processo de vir-a-ser do saber.

DIALÉTICA: TESE, ANTÍTESE E SÍNTESE

- Desde a Antiguidade grega, o termo refere-se à estrutura do pensamento racional e lógico.

·         Para Hegel, designa um princípio que rege as transformações da realidade, expressando como a existência se manifesta e se desenvolve.

·         Esse processo ocorre por meio de contradições e de negações, que impulsionam a constituição de um novo estatuto ou situação, comumente descrito como um movimento triádico de tese, antítese e síntese.

A DIALÉTICA HEGELIANA 

- Desde a Antiguidade Clássica, o termo “dialética” designava formas de argumentação filosófica

·         Na Idade Média, passou a ser associado mais estritamente à lógica formal.

·         Para Hegel a dialética não se limita ao campo da argumentação: ela expressa tanto o movimento do pensamento quanto a lógica da realidade.

·         Na Filosofia hegeliana, pensamento e realidade são indissociáveis.

·         A dialética descreve o processo de desenvolvimento de ambos ao longo do tempo.

·         Ela representa um modo de pensar que interroga, reflete e transforma.

·         Constitui uma teoria que explica as transformações da realidade e os princípios que regem a atualização de essências e substâncias.

- A lógica dialética hegeliana baseia-se na ideia de negação determinada.

·         Um processo em que uma negação não elimina o que veio antes, mas o transforma, preservando aspectos essenciais em um novo estado.

·         Esse movimento, ao mesmo tempo que nega, conserva e supera, é descrito por Hegel com o termo alemão aufhebung.

- Aufhebung é um termo usado por Hegel para descrever uma negação que, em vez de eliminar, conserva e eleva o que foi negado.

·         Marca o momento em que a dialética supera a contradição entre pensamento e realidade, unificando conceito e objeto.

- As transformações na história, na economia e na própria lógica do pensamento podem ser compreendidas por meio da dialética.

·         Filósofos posteriores enfatizaram o papel do conflito e da contradição nesse processo, argumentando que, mesmo sem gerar conhecimento imediato, o processo cria formas de vida.

·         A crítica imanente, característica da dialética, revela a contradição presente em todos os objetos – eles são e não são idênticos a si mesmos.

·         Dessa forma, o pensamento se move pela negação e pela contradição, dissolvendo concepções estabelecidas e impulsionando a compreensão da realidade.

CIÊNCIA DA LÓGICA (1812)

- Hegel fundamenta a razão não em pressupostos externos, mas na negação de pressupostos, estabelecendo assim a dialética.

·         A verdade emerge de um processo crítico e cíclico, no qual pensamento e matéria se transformam organicamente por pertencerem à mesma realidade.

·         A história não possui uma direção fixa e, em sua totalidade, converge para o absoluto por meio da dialética, na qual forças em conflito se realizam ou se negam, originando novas formas de pensamento e existência.

A DIALÉTICA DO SENHOR E DO ESCRAVO

- É uma alegoria filosófica que explica que a consciência humana busca reconhecimento por meio de relações de poder e dependência.

·         Para se realizar plenamente, a consciência precisa ser reconhecida por outra.

·         Quando duas consciências se encontram, cada uma tenta afirmar sua independência, o que pode resultar em confronto.

·         Se a disputa não levar à morte, uma delas assume a posição de domínio, e a outra aceita a submissão.

·         A dominante impõe sua vontade, mas depende da submissão da outra para ser reconhecida.

·         A dominada, por medo da morte, aceita essa posição.

- Hegel desenvolveu a dialética do senhor e do escravo a partir do contexto das grandes revoluções do final do século XVIII, principalmente a Revolução Francesa e a Revolução Haitiana.

·         Seu objetivo era compreender as dinâmicas de reconhecimento e poder que moldam a história, pois, para ele, a consciência humana se constitui no confronto com o outro e se transforma por meio dos conflitos históricos.

·         Essa teoria também permite compreender como o ser humano constrói a consciência das relações sociais.

·         Ela demonstra que autoridade, hierarquia e poder se manifestam em diferentes contextos, como nas relações entre patrão e empregado, pais e filhos, professor e aluno.

·         A dialética do senhor e do escravo revela que as relações humanas estão marcadas pela busca por reconhecimento e autonomia.

A ÉTICA HEGELIANA

Hegel descreve o ético como uma "segunda natureza" que substitui a primeira (natural/instintiva), onde o espírito se torna hábito e costume.

·         No campo da filosofia prática, a ética hegeliana relaciona o sujeito ao mundo por meio do trabalho, processo no qual ocorreria o reconhecimento e a constituição da individualidade.

·         As interações entre sujeito e mundo teriam gerado consciências que possibilitaram o surgimento da política e do Estado.

·         A prática ética, por sua vez, não apenas compreenderia, mas transformaria vontades e valores.

·         A intersubjetividade e a eticidade expressam a dimensão subjetiva do espírito, enquanto o espírito objetivo se manifesta na Filosofia do Direito.

·         O espírito absoluto representa a síntese final entre espírito subjetivo e objetivo, manifestando-se em três formas: intuir, representar e problematizar.

- As Três Esferas da Eticidade:

·         Família: A forma imediata e natural de eticidade, baseada no amor e na unidade familiar.

·         Sociedade Civil: A esfera da particularidade e do mercado, onde indivíduos interagem egoisticamente, mas necessitam de reconhecimento mútuo.

·         Estado: A forma superior da eticidade, a "realidade efetiva da ideia ética", onde a liberdade particular e universal se concilia e se realiza plenamente.

LIBERDADE E DEVERES

- Na eticidade hegeliana, o indivíduo realiza sua liberdade através da aceitação consciente dos deveres sociais.

·         A verdadeira liberdade só existe na coletividade e nas instituições. 

 

 

 


segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

DEMOCRACIA NO BRASIL (POLÍTICA, FORÇA E PODER)

 DEMOCRACIA NO BRASIL

(POLÍTICA, FORÇA E PODER)

Por: Claudio Ramos, a partir da net. C@cau “:¬)26/01/2026

A DEMOCRACIA COMO "INVENÇÃO" DO POVO

- A democracia no Brasil não foi uma concessão das elites.

·         Foi uma conquista que nasce da resistência.

·         A democracia surge como uma necessidade sentida pela sociedade civil para se proteger do arbítrio do Estado.

 SUPERAÇÃO DO CARÁTER DE "MEIO PARA UM FIM"

- A democracia não é um "instrumento" para chegar ao socialismo.

·         Se a democracia for tratada apenas como uma ferramenta descartável, ela perde sua força moral e política.

·         Ela deve ser o objetivo e o caminho ao mesmo tempo.

 A REDESCOBERTA DO "VALOR UNIVERSAL"

- A democracia é um valor universal.

·         Isso significa que as garantias individuais e os direitos políticos são fundamentais para qualquer ser humano, independentemente da sua classe social ou ideologia.

 A RESPOSTA AO AUTORITARISMO

- A repressão sob o regime militar (1964-1985) “educou” a oposição.

·         A falta de liberdade ensinou que, sem instituições democráticas, a luta por igualdade social torna-se impossível e perigosa.

 O PAPEL DA AUTONOMIA SOCIAL

- A democracia exige que a sociedade civil (sindicatos, movimentos sociais, associações) seja autônoma em relação ao Estado.

·         A liberdade política é o que permite que esses grupos se organizem sem serem esmagados pelo poder central.

 

VOLTA ÀS AULAS 2026

 VOLTA ÀS AULAS 2026

Por: Claudio Ramos, C@cau “:¬)26/01/2026

 

É do conhecimento de muitos, o fato de que a aquisição do conhecimento não ocorre apenas no espaço escolar. Mesmo porque, o aprendizado, com todo seu encantamento, importância e complexidade, não se limita a uma temporalidade e/ou uma espacialidade geográfica, como estamos acostumados a pensar. Constantemente, toda a sociedade, com suas inúmeras e importantes instituições, influencia e modela o processo de formação das pessoas (para o bem ou para o mal). No entanto, é sempre bom lembrar que, a exemplo de outras formas de vida, somos havidos por rotinas, leis e padrões. Reconhecemos leis gerais e invariáveis no cosmo; criamos quantificações, metrificações e sistemas para identificá-las, mensurá-las e discriminá-las, com o propósito de utilizá-las pragmaticamente a nosso favor. Gostamos igualmente de justificar, compartilhar e comparar as nossas condutas, valores e crenças pessoais. Em razão de tudo isso e muito mais, a escola ainda é e será (por muitos e muitos anos), um lugar necessário, importante e transformador. É verdade que existem escolas e escolas; existem aquelas onde o diretor é apenas um contador financeiro; outras tantas onde o coordenador de vidas se autopromoveu ao cargo de ‘gestor fazedor de coisas’; e, aquelas outras, onde o professor, em busca da fama, virou animador de plateia. Todavia, mesmo com essas e outras idiossincrasias, a escola tem importância capital na vida das pessoas e da sociedade. A escola é, por excelência, espaço de afirmação (autonomia), socialização (convivência) e sistematização (reflexão). Poucos lugares reúnem tantas criatividades, diferenças e possibilidades ao mesmo tempo. Feliz Voltas às Aulas!!! C@cau “:¬)    

A MAIOR CARICATURA (CARNAVAL)

  A MAIOR CARICATURA (CARNAVAL) Por: Claudio Ramos, C@cau “:¬)09/02/2026 Alguém disse que “O carnaval é a maior caricatura, na folia o...