sexta-feira, 13 de março de 2026

ALEIJÕES

 ALEIJÕES

Por: Claudio Ramos, C@cau “:¬)13/03/2026

Se, para realizar alguma coisa importante em sua vida, precisas da intervenção direta (favores) de um político qualquer, és, seguramente, um(a) forte candidato(a) à corrupção dos próprios valores. O nosso título, aleijões, não se refere a uma deformação ou malformação permanente em um membro ou órgão do corpo; nós o utilizamos no sentido figurado; ou seja, desejamos descrever algo que seja disforme no caráter ou defeituoso na moral. A quase totalidade da classe política brasileira, sem surpresa alguma, se encaixa sob medida nesse horroroso perfil. Eles têm a infeliz habilidade de corromper o cidadão de dentro para fora. Silenciosa e paulatinamente, sem pressa, te consomem como um câncer incurável! Te fazem acreditar naquilo que eles mesmos deixaram de acreditar ou nunca acreditaram. Quando falam de corrupção, nunca falam deles mesmos ou dos seus correligionários. Quando falam sobre o crime organizado e a impunidade que o cerca, primeiro: não acreditam que eles mesmos, com toda corrupção que praticam, sejam os criminosos; segundo: reivindicam leis mais rígidas como se não fossem eles mesmo os legisladores que não as fazem; e, por fim, dizem que os juízes soltam os bandidos logo depois que a polícia os prende. Afirmam isso como se a culpa fosse apenas da hermenêutica dos que julgam e não das leis mal elaboradas por eles mesmos (as populares brechas na lei). Como diria Foucault, nessa sociedade normatizadora, as leis não existem apenas para punir; elas também são criadas com o propósito de nos convencer, e assim, nos tornar defensores das mentiras que eles, do alto de suas incompetências, gestam nos interiores das casas legislativas desse enorme país. Claudicando da razão e paralisados da reflexão, eles seguem banalizado a moral por meio de uma “ética” da conveniência. Uma “ética” que torna comum o excepcional e o excepcional em comum. Sem perspectivas, o eleitor se agarra em qualquer aparência de autorrealização social. Se deixa envolver e convencer a partir de sentença dúbias: “rouba, mas faz”; “ruim com ele, pior sem ele”; “pior do que tá, não fica”; “pelo menos esse eu conheço”; “arranjou emprego para mim e minha família” etc. Na ética da conveniência, o sarrafo (padrão de medida moral – figuradamente) não é baixo, ele simplesmente inexiste; vale tudo! Essa realidade distorcida deixaria até Maquiavel assustado. Se pudesse retornar do Renascimento para os dias atuais, Maquiavel não teria muita dificuldade em classificar os nossos políticos; ele certamente diria: gente ESTÚPIDA, gente HIPÓCRITA, ALEIJÕES! C@cau”:¬)   

 

quinta-feira, 5 de março de 2026

O BRASIL E O MUNDO: UMA AGONIA SEM FIM!

 O BRASIL E O MUNDO: UMA AGONIA SEM FIM!

Por: Claudio Ramos, C@cau “:¬)05/03/2026

 

Atualmente, as pessoas, no que diz respeito às instituições públicas e privadas, estão cada vez mais descrentes quanto a importância e a eficiência de suas existências (o Estado, a política, a justiça, as empresas, as religiões etc.). É muito difícil continuar acreditando em algo, quando as frustrações se sobrepõem, sistematicamente, umas às outras; ou seja, são camadas sobre camadas de decepções, medo, dores e humilhações. Para se ter uma ideia do que estamos falando, iremos elencar alguns fatos, sem detalhamentos, ocorridos em nosso país e no mundo nos últimos tempos. O Estado do Rio de Janeiro teve vários governadores afastados (alguns presos pela justiça); a Casa legislativa, do mesmo Estado, apresenta-se como um ninho de abutres do erário público (além de forte amizade com as milícias que oprimem e espoliam as pessoas nas periferias); há um esquema de corrupção montado dentro de várias delegacias do Estado de São Paulo (13 mandato de prisão estão sendo implementado pelo MP e pela PF hoje 05/03); a liquidação do Banco Master está deixando um rastro de denúncias que comprometem empresários e o alto escalão da política e do judiciário nacional (direita, esquerda, centro, público, privado etc.); tivemos o “problema” (a palavra problema, nesse caso, é um eufemismo, o rombo foi de bilhões) das cobranças indevidas nas pensões dos segurados do INSS; o Presidente anterior do Brasil está preso, o atual, já esteve no cárcere; o Senado e a Câmara falam de ética e justiça, mas se banqueteiam em Emendas Pix secretas (parlamentares enviam recursos públicos para Estados e Municípios, sem transparência e possibilidade de rastreio do uso do dinheiro); nos três poderes, principalmente no judiciário, vários funcionários públicos recebem salários acima do teto, que deveria ser menor do que R$ 50.000.00. Há muito mais a ser dito, mas isso só terminaria no próximo mês. Desacreditar das instituições, da política e da justiça, não tem sido “privilégio” só dos brasileiros; o mundo caminha na mesma direção. O Presidente dos EUA pleiteou ganhar o Nobel da Paz, mas só faz guerras; a Rússia, há mais de quatro anos vem fustigando a Ucrânia sem ter sido atacada anteriormente; radicais fundamentalistas, assassinaram, sequestraram e brutalizaram centenas de judeus e, como resposta, tiveram um verdadeiro extermínio de milhares de palestinos; a Venezuela teve a sua soberania violada e o seu ditador levado à julgamento no exterior; agora, como se não bastasse, temos um novo conflito na região do Golfo (décadas atrás foi no Iraque 2003), Irã x EUA e Israel, além dos outros que estão sendo sugados para o cerne do conflito.

Como podemos ver, motivo para a descrença é o que não falta. Continuar acreditando, mesmo quando os resultados são opostos ao que se espera, não é tarefa das mais fáceis. Na atual conjuntura, um líder religioso diria: tenha mais fé! Um líder militar diria: seja mais patriota! Um empresário reforçaria: vista a camisa! Um líder político discursaria: exerça a cidadania! Mas, para a maioria das pessoas comuns, qual desses apelos ainda tem força, poder e legitimidade? C@cau “:¬)

 

DIGNIDADE CANINA

  DIGNIDADE CANINA A diferença entre os cães dos pobres e os cães dos ricos, em relação aos seus donos, é a seguinte: os cães dos pobres s...