NATIVO DIGITAL: SER OU NÃO SER?
Por: Claudio Ramos, C@cau “:¬)23/06/2026
Se tens mais de quarenta anos e te
sentes ultrapassado(a) ante o mundo digitalizado, essa é uma preocupação
legítima. O que tiveres que fazer, a fim de buscares reciclagens e
atualizações, faça-o sem detença. Fora isso, não se desesperes! O fato de não
ser “nativo digital”, ou seja, não ter nascido na era da informação em rede,
também traz inúmeras vantagens. Vejamos algumas: não se deixa seduzir pelas
técnicas americanizadas dos coachs de fala fácil; não cai nas armadilhas imaginativas
e mercantilizadas dos influenciadores digitais; tem capacidade de transitar no
mundo virtual sem confundi-lo com o mundo real; sai e gostar de encontrar pessoas
sem confundi-las com máquinas, como diriam os antigos: olhos nos olhos; transforma
os aparelhos digitais em uma enorme e moderna biblioteca de múltiplas
possibilidades; faz de cada tela um portal para galerias de artes, telescópios
do universo, livros de bolso; aparelhos sonoros para músicas com qualidade na
composição, interpretação e instrumentalização etc.; compartilha e receber
conteúdo online sem esquecer que do outro lado existem vidas, histórias e
“verdades”, ou seja, não esquece que até um relógio quebrado está correto, ao
menos duas vezes a cada dia; é senhor do próprio tempo; sabe ligar e desligar a
máquina quando convém e, talvez a mais importante de todas as vantagens, sabe
usar a máquina sem se deixar usar por ela, o que implica consciência crítica,
autocontrole e responsabilidade social. Mas, atenção! Se você já passou dos
quarenta e, na condição de não nativo, se comporta como a maioria dos nativos, deixando
de ser ativo e tornando-se apenas um reativo; ao invés de propositivo, apenas
um proposto; ao invés de protagonista, apenas um figurante; ao invés de pensador
crítico, apenas um receptor de ideologias alheias; o seu caso é muito sério.
Procure ajuda especializada com urgência! C@cau “:¬)

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