O MOVIMENTO FEMINISTA
(QUATRO ONDAS)
Por: Claudio Ramos, C@cau “:¬)25/06/2026.
VÍDEO AULA: https://www.youtube.com/watch?v=zGHdDnKw8Cc
INTRODUÇÃO
- Tradicionalmente, a história do movimento
feminista é dividida em quatro ondas principais.
· Cada onda marca diferentes contextos e focos de reivindicação.
1ª ONDA - A primeira onda garantiu o direito legal de existir politicamente.
- O Despertar e o
Direito ao Voto.
·
Final do século XIX até a década de 1920.
·
Revolução Industrial, expansão das democracias
liberais e o movimento das Sufragistas.
·
Direito ao voto (sufrágio) e a ser votada.
·
Acesso à educação formal e ao trabalho digno.
· Direito de propriedade para mulheres casadas (fim da tutela jurídica total do marido).
OBS: A aprovação da 19ª Emenda nos EUA (1920) e o voto feminino no Brasil (1932).
2ª ONDA - A segunda questionou os costumes.
- "O Pessoal é
Político".
·
Décadas de 1960 a 1980.
·
Pós-Segunda Guerra, Guerra Fria, Movimento dos
Direitos Civis e a revolução cultural de 1968.
·
Direitos reprodutivos: Liberação da pílula
anticoncepcional e autonomia sobre o próprio corpo.
·
Crítica ao papel tradicional de dona de casa e à
violência doméstica.
· Igualdade de salários e oportunidades no mercado de trabalho.
OBS: O Segundo Sexo (Simone de Beauvoir) — com a famosa frase: "Não se nasce mulher, torna-se mulher".
3ª ONDA - A terceira diversificou as vozes.
- Pluralidade e
Interseccionalidade
·
Década de 1990 até meados dos anos 2000.
·
Globalização, ascensão da internet, cultura Pop e o
movimento Riot Grrrl (punk feminista).
·
Interseccionalidade: A percepção de que gênero não
pode ser separado de raça, classe social e orientação sexual. O feminismo deixa
de ser visto apenas pela ótica da mulher branca e de classe média.
· Desconstrução de padrões de beleza e questionamento dos papéis rígidos de gênero (origem da Teoria Queer).
OBS: Celebração da subjetividade e da diversidade.
4ª ONDA - A quarta usa a tecnologia para dar escala global ao combate às violências cotidianas.
- A Era Digital e o
Combate ao Abuso.
·
Aproximadamente de 2010 até os dias atuais.
·
Hiperconectividade, redes sociais, smartphones e
globalização digital.
·
Ativismo Digital: Uso de hashtags para denúncias
coletivas (Ex: #MeToo, #PrimeiroAssédio, #MeuAmigoSecreto).
·
Combate severo à cultura do estupro, ao assédio
sexual (no trabalho e nas ruas) e ao feminicídio.
· Pautas sobre sororidade (solidariedade entre mulheres), body positivity (aceitação do corpo) e transfeminismo.
TRANSFEMINISMO
- O transfeminismo é
uma vertente do movimento feminista que une a luta pelos direitos das mulheres
à defesa ativa da inclusão e dos direitos das pessoas trans e travestis.
·
Ele parte do princípio fundamental de que mulheres
trans são mulheres e de que a feminilidade não deve ser reduzida à determinação
biológica de nascença.
·
Questiona a ideia de que o sexo biológico define o
gênero.
·
Defendendo que ser mulher é uma construção social e
subjetiva.
·
Afirma que não existe um único "modelo"
de mulher, valorizando as vivências de travestis, mulheres trans, cisgênero,
negras, indígenas e com deficiência.
· Luta contra a marginalização, a violência estrutural e as dificuldades de acesso à cidadania e aos direitos básicos que afetam a população trans.
OBS: Foco na interseccionalidade prática no dia a dia.
CONCLUSÃO
- As ondas não
anulam as anteriores!
·
Elas acumulam conquistas.
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